sexta-feira, 23 de junho de 2017

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Quarenta e três, é muito? é pouco?

Não faço ideia, mas é os que tenho, é os que fiz hoje, e souberam-me por uma vida inteira. Ahhhhh. São uma vida inteira. A minha vida inteira.

Há quem não goste de celebrar o dia em que nasceu.
Eu adoro.
Adoro celebrar esta coisa que é a vida. É algo espantoso. E quando me dou ao trabalho de pensar sobre isto (pensar não é algo que goste demasiado de fazer, embora continuo a fazer em demasia ;), espanto-me sempre e cada vez mais, pois isto de viver é uma experiência sublime.

Hoje foi um dia em cheio de celebração. Fui puramente egoísta. Dediquei-me só, e exclusivamente a mim.

Primeiro banho do ano, num mar incrivelmente azul (friooooooooo, brrrrrrrr);
Caminhada por mais um recanto mágico desta terra. Esta ilha nunca me deixa de espantar;
Piquenique numa bela sombra a olhar o mar;
Yoga por aqui e por acolá;
Gelado em São Mateus;
Passeio de fim de tarde com as cadelas, com escapadela para leitura no meio dos pastos;
E agora um jantarinho preparado por aquele que me acompanha em tudo...a minha cara metade;

E marchas na noite Sanjoaninhas?... Naaaaaaa, nem pensar ...  fico em casa, na quinta, no ninho a escutar a música destes silêncios caseiros, bons demais para trocar pelo ruído da festa.
Assim, posso ficar aqui a imaginar que toda gente dança e canta hoje na cidade para me celebrar.

É verdade, ainda recebi como prenda especial um dia maravilhoso de sol, mar e céu azul. Obrigado

Há melhor que isto? Hmmm, não me parece. Que venham mais anos, quero mais :)







domingo, 7 de maio de 2017

Legado de Mãe

Hoje acordo de novo na Quinta.

Foram quinze dias fora, a vaguear pelo país, de Norte a Sul com paragem no Centro.
Chegada a casa, fico impressionada como tudo cresceu. Ervas, flores e as hortícolas.
Indecisa para o almoço limitei-me a ir ao quintal observar e questionar:

- O que precisa mais urgentemente de ser colhido? ... os nabos mostarda, a cabeça de nabo e os coentros que já espigam. Decididamente um repolho que já está no ponto e um alho francês que já se vê uma flor a nascer. Ah, mas tenho de apanhar umas folhas de  couve kale. São as primeiras, não resisto. Não posso esquecer de ir buscar os ovos.

E com isto, podem imaginar, vim de cesto cheio para a cozinha e com ingredientes de sobra para um almoço.

Depois de passar estes quinze dias a comprar tudo, até uma insignificante folha de salsa, estar em casa com um prato cheio de ingredientes que estão apenas à distância de uma mão, é qualquer coisa de maravilhoso, que as palavras não me bastam.

Sinto-me feliz...e rica no meio desta abundância. E devo-o à minha mãe. Sim, à minha mãe. Não que ela me cultive o quintal, contudo deixou-me o legado de amar a horta e de sentir um prazer absoluto nessa simplicidade de semear e colher.
Dedico esta minha colheita a ela, porque dizem que hoje é o dia da mãe Ahahahhaha como se ela precisa-se de um dia .... Abraço doce querida mãe


Mãezarrota orgulhosa com a sua colheita

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Como Começar o Dia

Acordei rabujenta. Precisava de mimos.
Fui até ao Queijo Vaquinha e tomei pequeno almoço como é dado: bolo lêvedo com queijo vaquinha e um belo galão. Os "donetes" ainda me acenaram do tabuleiro. Sou forte ;) e resisti.
Mais aconchegada, pus-me a caminho. Apanhei a princesa, disse-lhe que íamos dar um passeio de burra. Fraziu o nariz, mas vestiu o seu fato treino cor-de-rosa e sapatilhas a condizer, porque uma princesa mesmo para andar de burra, é sempre uma princesa. E lá fomos nós a caminho da Quinta Basalto Horse Experience.

Apesar do sol não brilhar, estava uma manhã calma. Deambulamos na companhia de mães com petizes de colo, e a Mónica com os seus cães, nos envolvendo com as histórias dos recantos da quinta e dos seus habitantes. A caminhada conduzia-nos entre os pastos e o arvoredo, ao encontro das éguas e das burras. As únicas que tem autorização de pastar livremente pela quinta. Por entre as silvas, ouviram-se sons e começaram aparecer duas cabeças. A Fada e Adelaide, logo depois a Caipirinha e a Antonieta.


Após o encontro...hmm..não vou revelar, deixo apenas algumas imagens para dar o aroma. Posso dizer contudo que estar entre cavalos, cães, burras no meio do campo, num dia suave é uma benção para qualquer alma rabujenta. Aconselho a todos um passeio e uma experiência nesta quinta de São Bartolomeu. Basalto Horse Experience é must visit para todos os turístas e terceirenses.









É verdade e o impensável aconteceu...a princesa montou. Bem não foi a burra, sim claro, nenhuma princesa anda de burro, foi mesmo num cavalo branco de olhos azuis como os dela ;)


sábado, 31 de dezembro de 2016

O caminho à minha frente

Hoje é último dia do ano ...


Foi um ano longo, nem sempre direito, nem sempre tranquilo.

Houve buracos. Caí em muitos deles, contornei outros, contudo continuei a andar.

O caminho estende-se à minha frente. Tenho a sensação neste dia, ou não, de que um novo caminho se estende. Porém noto que afinal é sempre o mesmo, apenas hoje é como se contornasse uma esquina, e agora à minha frente, vejo, novamente, uma porção nova deste.

É bom, estou curiosa. Continuo sem saber onde esta canada me vai levar, mas quero descobrir... Também queres? Sim, tenho a certeza que essa é a resposta. Então vamos. Mochila às costas, sorriso no rosto e um pé à frente do outro...que maravilhoso é o desconhecido.

Como diz uma querida amiga: Esta coisa da vida é mesmo interessante.

Bom ano para todos



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Quando o mundo fica confuso

Há dias em que acordamos e tudo está virado de pernas para o ar.
Dá medo ...
Dúvidamos dos dias que estão para vir,
Há falta de esperança,
Há falta de fé,
Parece tudo demasiado grande, para as nossas mãos pequeninas.

Quando nada parece plausível de ser feito, O que fazer então?

A mim só me resta uma coisa...olhar para a simplicidade do Amor. Aquela que esteja mais próxima de mim. Ficar ali e acreditar que tal como eu, o mundo inteiro também se pode render a ele.

Hoje olho para um dos seres da nova ninhada cá da Quinta. São quatro.
Chamo-lhes gatos terapêuticos.
Nasceram no meio de um mundo em profunda convulsão e, contudo, trazem consigo um tal poder de me impulsionarem um sorriso, que não duvido porque vieram, quem são, e porque estão aqui.
São os guardiões da minha alma.
Mantêm-na segura. Lembram-me o que é importante, o que tenho de escolher, o que devo fazer. São tão pequeninos e tão poderosos.

Este é contributo que me ensinam todos os dias a dar ao mundo... Um sorriso...A simplicidade do Amor.



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